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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Você quer ser mãe? leia com atenção o lado bom e o ruim da maternidade!



Provavelmente, você já deve ter ouvido falar das maravilhas que só a maternidade traz para uma mulher, como o amor incondicional que só se sente por um filho. E, certamente, também te disseram que há o outro lado da moeda, como nunca mais ter um sono tranquilo após a chegada de um bebê.Sobre essas e outras características da maternidade, especialistas reuniram 20 coisas boas e não tão boas assim sobre ser mãe.


10 coisas boas:



Perceber o efeito relaxante do cheirinho da criança
No período de adaptação de bebês em berçários, é comum que a escolinha peça à mãe uma peça de roupa usada para colocar no berço da criança e fazer com que ela se sinta em casa, acolhida. Na verdade, porém, quem nunca mais consegue esquecer o cheiro do filho é a mãe. "É impressionante, mas o odor da criança tem o poder de tranquilizar a mulher. Basta aninhar a criança nos braços e aproveitar", diz Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
Educar-se
Sem dúvida nenhuma, ter um filho torna qualquer ser humano melhor. E isso vale, claro, não só para as mães, mas para os pais também, que passam a prestar mais atenção na própria conduta, já que servem de modelo para a criança. Exemplos: moderar o vocabulário e não falar palavrões, se alimentar de maneira saudável para que os filhos façam o mesmo, domar o estresse no trânsito etc.
Olhos nos olhos
A principal magia da maternidade é que, em muitos casos, a mulher recebe de volta muito mais do que dá. Um bom exemplo é quando o bebê olha bem nos olhos da mãe, durante a amamentação ou em um momento de carinho. "É uma felicidade que só quem sente é capaz de dimensionar. São instantes como esse que provam que a relação entre mãe e filho é, de verdade, única", diz Ana Merzel Kernkraut.
Virar criança outra vez
Volta e meia a mãe precisa interpretar papéis ao contar histórias ou cantar músicas, sentar no chão e brincar, fingir que é princesa, bruxa e até dragão... "Esse mergulho no mundo da fantasia pode trazer à tona memórias gostosas da infância, até então esquecidas", conta a psicóloga Suzy Camacho. "Se jogar no universo das crianças ajuda a liberar neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar, como a serotonina e a dopamina". Vale incluir no pacote o deslumbramento com as descobertas dos filhos, como estourar bolhas de sabão ou sentir gotinhas de chuva.
Aprender a improvisar
"Como filho não vem com manual de instruções, e nenhuma criança é igual à outra, toda mãe aprende a improvisar diante de determinadas situações. E isso é ótimo, pois acaba estimulando o cérebro a ficar mais afiado também para outras áreas da vida", diz a psicóloga Suzy Camacho. Exemplos que exigem jogo de cintura? Distrair um filho durante uma viagem longa e entediante, lidar com xixi ou cocô em horas e lugares inapropriados, interagir com estranhos com os quais o filho insiste em travar comunicação etc.
Ficar mais tolerante com seus pais (principalmente com sua mãe)
Ter um filho leva a ver a vida de outra forma. "No caso do relacionamento com os próprios pais, funciona como uma espécie de terapia”, diz Suzy Camacho. Ela explica que ao trocar o papel de filha pelo de mãe, a mulher sente as angústias e preocupações da responsabilidade materna e passa a compreender algumas atitudes que a mãe tomou no passado. "É algo libertador, capaz de mandar embora mágoas e ressentimentos antigos", afirma a psicóloga.
Ouvir "mamãe" pela primeira vez
Segundo a psicóloga Ana Merzel Kernkraut, do Hospital Israelita Albert Einstein, uma mulher investe muito, do ponto de vista emocional, no papel de mãe e no bebê. "É uma responsabilidade muito grande, 24 horas por dia, sete dias por semana. Então, toda conquista tem um significado muito forte, que deve mesmo ser comemorado", conta. Ao ouvir "mamãe" pela primeira vez, a mulher se sente ainda mais grata por tudo.
Conhecer outros passeios e lugares
Uma vida social intensa, obviamente, não combina com quem tem filhos pequenos. Nem por isso, no entanto, é preciso se fechar em casa ou virar a famosa "mãe de pracinha". Há várias possibilidades de programas interessantes para fazer com as crianças, como visitar museus, espaços culturais, estações de ciências, fazendinhas etc. Acredite, você vai gostar, se surpreender e aprender com esses passeios.
Nunca mais um dia vai ser totalmente ruim
O trânsito estava um inferno, o chefe ainda mais mala, a empregada deu o cano, o cabelo acordou eriçado? Se você pensar em seu filho, e no amor que sente por ele, vai perceber que todas essas coisas não são significativas nem têm tanto poder de irritá-la. À noite, ao colocar a criança para dormir, você vai encontrar motivos para agradecer até o mais péssimo dos dias.
Vivenciar o famoso amor incondicional
Ele é tão forte e intenso que nenhuma explicação ou adjetivo é suficiente para descrevê-lo. "Só mesmo quem sente para tentar definir", afirma Ana Kernkraut. "O fato é que ele enriquece a vida. É um sentimento que torna a mulher mais poderosa".

10 coisas não tão boas:
Sono diferente
Mãe alguma do mundo volta a dormir do mesmo jeito que antes, quando não tinha filhos. O incômodo começa lá pelo sétimo mês de gravidez, quando o peso da barriga, os chutes, as dores nas costas e a urgência de urinar impedem horas seguidas de sono. Depois, a amamentação exige levantar a cada três horas –na melhor das hipóteses, já que há bebês que sentem fome a cada 60 minutos. A criança cresce e aí surgem os percalços para tirar as fraldas, a fome noturna (sim, ela continua), os medos noturnos, a falta de sono durante a madrugada etc. E, quando os filhos crescem, as mães dormem mal por conta das preocupações com boletins, bullying, violência, festinhas, vestibular, drogas...
Acordar cedo (muito cedo)
Apavorada com a perspectiva de noites mal dormidas? Pois prepare-se: durante a primeira infância (até por volta dos cinco anos), as crianças costumam acordar muito cedo. Algumas, por volta das 5h, 5h30, e com o maior pique. "O jeito é descansar quando dá e tirar um cochilo assim que a criança fechar os olhos", sugere a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "Tentar dividir as tarefas com o parceiro, adotar medidas como a ginástica e uma alimentação saudável para manter o ânimo também ajudam muito", conta.
Economizar com as próprias vontades e esbanjar com a criança
Suas botas são as mesmas do inverno passado? Do retrasado? Em compensação, as botinhas das crianças –que servirão por apenas uns três meses, no máximo– pertencem à última coleção lançada? Perfeitamente normal. "Quando se tem filhos, eles são a prioridade. Então, o orçamento se estica ou flexibiliza para dar conta dessas demandas. O mais impressionante é que a maioria das mulheres, mesmo as mais vaidosas e consumistas, nem se ressentem disso. Ao fazer algo que beneficie a criança, indiretamente beneficiam a si mesmas", diz a psicóloga Marta Rita Leopoldo, especialista em neuropsicologia.
Ficar obcecada por cocô e xixi
A clássica piadinha de que mães de recém-nascidos só sabem falar de cocô e xixi e suas texturas e quantidades condiz com a realidade. Mas, na verdade, o envolvimento de uma mulher com as necessidades fisiológicas de seus filhos é ainda mais forte no âmbito particular e continua mesmo depois que as fraldas são abandonadas. Mulheres vivem cheirando o xixi, em busca de alterações no cheiro ou na cor que identifiquem uma infecção urinária, e observando fezes, para verificar se o intestino de seus amores está funcionando bem.
Entender que nunca mais terá atenção total às tarefas
Segundo Marta Rita Leopoldo, especialista em neuropsicologia, durante a gravidez, o cérebro feminino sofre mudanças radicais. A profusão de hormônios que o corpo recebe para que uma mulher se torne mãe provocam transformações que permanecem por toda a vida. Uma delas é a inabilidade para se dedicar totalmente a qualquer tarefa. "O filho nunca sai dos pensamentos. Mesmo que a mulher esteja envolvida com um projeto, uma atividade doméstica, uma reunião ou um texto que precisa escrever, a criança está lá, no cantinho da cabeça dela, em preocupações sobre alimentação, educação, saúde, saudade, futuro etc.", diz a especialista. "No campo profissional, a não ser que a mulher deseje ser uma executiva poderosíssima e delegar totalmente à escola e à babá a tarefa de criar, educar e amar seu filho, todas têm de se virar para dar conta de tudo. E isso inclui noites em claro para terminar o trabalho, sair correndo do escritório para levar uma criança doente ao hospital, cobrança e insensibilidade de chefes, cansaço, culpa...", explica.
Desfrutar refeições tumultuadas
Esqueça os jantares românticos em restaurantes chiques com o seu parceiro. Restaurante, com filhos, precisa ser bem claro, ter cadeirão, menu infantil, giz de cera e papel para rabiscar... E, acredite, nem tudo isso é o suficiente para a criança comer direito –principalmente por volta dos dois anos, quando mesmo a mais glutona das criaturas começa a ficar chatinha para se alimentar– e ficar quieta, sem fuçar no seu prato ou tentar fugir do cadeirão para correr pelo local. Em shoppings, o cenário é ainda mais aterrador, pois pai e mãe nunca conseguem comer juntos –enquanto um busca o prato do filho o outro come, e quando o outro volta é hora do que ficou na mesa tentar alimentar a criança...
Intromissões
"Todo mundo tem um comentário edificante ou um palpite ótimo, elaborados a partir da própria experiência, e vai querer compartilhá-los com você, mesmo que não a interesse nem um pouco", diz Suzy Camacho. E não pense que os conselhos vêm só do seio familiar, não. Além dos avós, que sempre vão achar que a criança come pouco, até mesmo estranhos na sala de espera do pediatra vão querer esbanjar sabedoria nos seus ouvidos, ainda que de modo sutil, apenas comentando que faz determinada coisa de modo "diferente", ou seja, "corretamente". O segredo: "Sorria e filtre", diz Suzy.
Vida sexual desestabilizada
Não são apenas as mais loucas fantasias e práticas sexuais que ficam temporariamente suspensas com o nascimento de um bebê. Até as rapidinhas ficam comprometidas. "Crianças pequenas exigem uma energia enorme. Ao fim do dia, a mulher está exausta", comenta a psicóloga Marta Leopoldo. Para os homens, nem há tanto problema, já que se motivam rapidamente. Uma mulher, no entanto, é mais difícil ficar excitada apenas cinco minutos depois que o anjinho dormiu, depois de ouvir a história da "Branca de Neve" sete vezes, uma para cada anão. O jeito é marcar na agenda o dia (e até o horário) de fazer sexo, namorar no chuveiro, deixar a criança com os avós para encarar um motel.
Medos nunca antes experimentados
O pavor de lagartixa, barata ou cobra se torna fichinha perto dos temores de uma mãe. Os principais são o medo de perder o filho e o de morrer e deixá-lo desprotegido ou sozinho. Infelizmente, nem todo o zelo do mundo é capaz de preservar uma criança, ou a si mesma, de todos os males. "É preciso pensar no que se pode fazer e tomar as medidas necessárias para isso. Usar cinto de segurança, pegar a mão da criança para atravessar a rua etc.", declara Suzy Camacho. E aprender a aceitar que não se tem controle sobre tudo. 
Sentir culpa o tempo todo
A mulher está no escritório e sente um aperto no coração ao contemplar a foto do filho sobre a mesa. Com a criança, rolando no tapete, pensa que talvez, se não tivesse se tornado mãe, poderia alcançar um cargo melhor no trabalho. Se o filho pede um brinquedo, e chora para ganhá-lo, a mãe dá, para aplacar a angústia do tempo que fica longe dele. Ao mesmo tempo, sente-se péssima pois julga errado e pouco educativo o que fez. Exemplos não faltam para ilustrar a culpa materna, mal que toda mulher adquire desde que o teste de gravidez dá positivo e que vai acompanhá-la para todo o sempre. "Não existe solução. A não ser tentar viver o momento presente com total dedicação e encarar qualquer etapa como um aprendizado", diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria.




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